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FEIRAS, FESTAS E ROMARIAS

Feira das Moninhas

Às segundas-feiras de cada semana

Feira da Louça
(Festa da Nossa Senhora das Dores)

Semana Santa
Apesar da Quaresma sempre ter sido, para os poveiros, um período de recolhimento, de contenção das manifestações de alegria, os mais novos conseguiram arranjar subterfúgios para escapar à seriedade da época, preparando, alvoroçados, as suas lanternas para a procissão das Lanternas, e embora algumas tradições se tenham perdido, são muitas as manifestações, quer de carácter profano, como o "Serra-essa-Velha" ou a "Queima do Judas", outras de cunho marcadamente religioso, que se desenrolam, sobretudo de 5ª feira a Domingo. As ruas e as igrejas são ricamente decoradas, evocando a Paixão de Cristo, a Procissão dos Passos, a Procissão e Bênção de Ramos , na 6ª Feira Santa, à noite, a sumptuosa e impressionante Procissão do Enterro do Senhor e a procissão da Ressureição

Nossa Senhora do Desterro
(último domingo de Abril)

No percurso a Procissão vai calcorreando ruas decoradas com tapetes floridos

S. Pedro
(29 de Junho)

É a Festa da Cidade, corresponde a uma semana de espectacular animação. O momento por excelência é o da noite de 28 para 29 de Junho, em que se canta e dança e se comem sardinhas assadas à volta das fogueiras, num ambiente onde, rapidamente, se passa do estatuto de desconhecido a conviva cúmplice nos festejos da noite. Os principais protagonistas são os vários Bairros Populares da cidade que elaboram e dedicam belos tronos a S. Pedro e organizam o desfile e actuação das rusgas, que com seus belos arcos e vistosas roupas, proporcionam a todos quantos assistem um magnifico espectáculo, de música, cor, beleza, muitas vezes recheado de picardia e arrufos , o famoso Bairrismo. A Procissão de S. Pedro realiza-se no dia 29 de Junho, á tarde, e nela podemos observar os andores dos três Santos Populares, S. Pedro, S. António e S. João, bem como figurado religioso alusivo . Nesta procissão incorporam-se ainda representações das rusgas e ranchos da cidade, bem como as autoridades oficiais e a ela assistem milhares de pessoas.

Nossa Senhora da Assunção
(15 de Agosto)

No dia 15 de Agosto, a Virgem é venerada . A igreja da Lapa, é decorada e profusamente iluminada. Com o passar dos anos, a festa tem perdido o seu fulgor de romaria e o momento mais alto dos festejos corresponde à grandiosa procissão com o seu ponto mais emotivo, quando, frente ao porto de pesca, os andores são voltados para o mar e centenas de foguetes lançados dos barcos engalanados rebentam num estalejar ruidoso, como se os poveiros quisessem ter a certeza de que as suas preces chegam aos ouvidos dos Santos cujas imagens ali conduzem em triunfo, a quem suplicam águas pacíficas e mais copiosas em peixes.
       

Nossa Senhora das Dores
(16 de Setembro ou fim de semana próximo)

 

     As palavras de Jorge Barbosa são, por si só, bastante ilustrativas: "O testemunho da eficácia da Sua protecção e de que os Seus devotos a Ela não recorrem em vão, está bem patente na comovedora multidão de pessoas (muitas delas descalças) que acompanham a Sua Imagem, na procissão através das ruas da Póvoa, e na impressionante floresta de velas conduzidos pelos devotos reconhecidos por graças alcançadas..."
     Decorre em meados do mês de Setembro esta festividade com tradições seculares, onde, e com a evolução dos tempos perdeu a tradição de grande romaria, com milhares de pessoas a deambular por entre as diversas barracas da feira da louça e das quinquilharias, barracas de farturas e de comes e bebes e os muitos divertimentos e carrocéis que faziam a alegria de grandes e pequenos,  que se estendiam desde o Largo do Hospital, pela Rua Cidade do Porto, pela zona onde é hoje o Mercado, Rua das Finanças, Rua do Liceu e do Liceu até ao Hospital.

 
    Actualmente, para além dos tradicionais festejos com espectáculos de variedades, fogo preso e grandiosa procissão, ressalta a típica feira da louça, que embora seja apenas uma pequena amostra do que já foi, ainda é muito visitada.